Biblioteca digital da Google é excelente para o mundo
Por Paulo Roberto Lopes:
Caros maníacos pelo Google: segue abaixo um artigo do The Wall Street reproduzido pelo O Estado de S.Paulo na edição de quinta-feira (27).
O artigo é interessante porque, além de fazer um histórico do Google Print Library Project, traz a revelação de Sergey Brin de que a idéia de escanear bibliotecas é anterior à da criação de um mecanismo de busca.
Caros maníacos pelo Google: segue abaixo um artigo do The Wall Street reproduzido pelo O Estado de S.Paulo na edição de quinta-feira (27).
O artigo é interessante porque, além de fazer um histórico do Google Print Library Project, traz a revelação de Sergey Brin de que a idéia de escanear bibliotecas é anterior à da criação de um mecanismo de busca.
Por Alan Murry
Vamos encarar isto: a razão por que as editoras estão contrariadas com os planos da Google de digitalizar dezenas de milhões de livros de bibliotecas é que elas temem que o pessoal da Google lhes esteja roubando o futuro. A Google descobriu como fazer rios de dinheiro na internet. As editoras, não.
Basta olhar para os números do Googleplex. A receita do trimestre quase dobrou em relação ao ano passado. O lucro aumentou sete vezes. Enquanto isso, os que produzem o universo em que a Google faz buscas sofrem para sobreviver.
Houve tempo em que se pensava que conteúdo era a mina de ouro da internet. Era só atrair um número suficiente de olhos, diziam os gurus, que o dinheiro viria. Em vez disso, a página em branco da Google atropelou todo mundo. A economia da Google é como um sistema feudal high-tech: os lavradores produzem o conteúdo e a Google fica com o lucro.
Isso é o que mais irrita o pessoal do conteúdo, porque os lordes dessa máquina de fazer dinheiro –Sergey Brin e Larry Page– eternizam a aparentemente boba noção de que tudo o que eles fazem é pelo bem do planeta, e não para ganhar dinheiro.
"É verdade", disse Brin à coluna. "Em Stanford, consideramos por algum tempo a idéia de manter a Google como um projeto aberto. Mas no final decidimos que essa não seria uma maneira eficiente de obter recursos que precisávamos para continuar. Então decidimos abrir uma empresa."
Sobre o Google Print Library Project (ou Projeto Biblioteca de Imprimir), Brin disse: "Na verdade, sonhamos com essa possibilidade antes de fundar a Google". É bom para os usuários da Google, é bom para o negócio, é justo e está dentro da lei, disse ele. "Mas o mais importante, acredito, é que é excelente para o mundo."
As editoras devem achar Brin irritante. Mas o projeto Print Library é mesmo excelente para o mundo.
Imagine, por exemplo, que você queira tudo o que foi escrito sobre seu tataravô que participou da Revolução Farroupilha. Se o nome dele foi mencionado em um livro antigo cujos direitos autorais expiraram, a Google oferece acesso ao livro. Se o nome aparece num livro que ainda tem direitos autorais, a Google oferece o que Brin chama de "fragmento" com a menção e, depois, os links para editoras, livrarias, sebos ou bibliotecas que tenham o livro.
Isso também é bom para a maioria das editoras e autores. É improvável que leve alguém a deixar de comprar um livro que estivesse pensando em comprar. E pode levar muita gente a comprar livros que nunca imaginaram que existiam.
Mesmo assim, Pat Sshroeder, ex-membro do Congresso dos Estados Unidos que lidera a Associação Americana de Editoras, AAP na sigla em inglês, não está convencida. "As editoras também têm intenções nobres", diz ela. Mesmo que o plano da Google seja bom para autores e editoras, o dono dos direitos autorais é quem deveria decidir –não a Google.
De qualquer maneira, no fim das contas esta não é uma luta entre o Bem e o Mal. É uma negociação comercial.
A Google e as editoras tentaram um acordo. Mas a negociação foi abortada porque a Google queria que os livros com direitos autorais fossem incluídos, a menos que os autores discordassem, e a AAP queria que os livros ficassem de foram a menos que os autores pedissem para ser incluídos.
Então, a AAP abriu um processo e o caso está na Justiça nos EUA. Os defensores da Google insistem que o método dos "fragmentos" é o mesmo que as bibliotecas usam em seus cartões de consulta. Os críticos dizem que ao digitalizar um livro, mesmo sem o oferecer para download, a Google está violando direitos autorais.
Mas o projeto vai continuar de qualquer forma. Aliás, ele está avançando na Europa, onde a lei exige que a Google peça permissão dos autores. A Livraria Imprimir será criada. O mundo estará melhor. E alguém vai ganhar dinheiro no processo.

2 Comentários:
Muito boa a matéria =D
Quem será que irá ganhar dinheiro no processo? Google? Editoras? Os dois?
Ou será que alguem irá perder?
Que o projeto é arriscado, isso é, é Google! ;D
Por
Anônimo, Às
31 outubro, 2005
Essas editoras estão fazendo uma palhaçada. Não querem acompanhar a tecnologia, mesmo que essa lhe traga lucro.
Por
Anônimo, Às
31 outubro, 2005
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