Google explica autocensura na China
Do IDG Now!
O CEO (Chief Executive Officer) do Google, Eric Schmidt, disse na sexta-feira (27/01) que a decisão de lançar um buscador submetido à censura do governo chinês ao invés de não oferecer o serviço foi tomada há um ano.
"Concluímos que seria pior não atender aqueles usuários", disse Schmidt.
A justificativa do Google, segundo Schmidt, é que apesar da autocensura seria pior não oferecer o serviço no mercado chinês. O executivo lembrou uma famosa crença do Google: "não seja mau" (do inglês, "don´t be evil").
As declarações aconteceram durante o painel "Digital 2.0: Impulsionando uma economia criativa", no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
O Google também está sendo pressionado pelo governo dos EUA, que requisita a transferência de informações sobre o uso do serviço para colaborar com a investigação sobre pornografia na internet.
Sem mencionar especificamente qualquer um desses assuntos, Schmidt apontou que a política excessivamente agressiva dos governos é uma das ameaças ao rápido crescimento da economia da informação.
"Leis e regulamentos bizarros ou irracionais podem ameaçar o futuro", disse Schmidt.
O fundador da Microsoft, Bill Gates, que estava junto com Schmidt no painel, não alimentou a discussão sobre a censura na China, mas fez um comentário em uma conversa prévia no Fórum, na sexta-feira.
"O acesso para o mundo externo está impedindo uma censura maior," disse Gates, de acordo com a Associated Press. "Eu penso que há um fluxo de informações na China... E não tenho dúvidas de que é enorme".
A Microsoft também foi criticada por acatar à censura do governo chinês após bloquear uma página no MSN Spaces.

8 Comentários:
melhor é, mas não é o ideaaaaal né? dsculpas, desculpas... pelo menos estão metendo o pau né?
Por
Anônimo, Às
30 janeiro, 2006
Milhouse, milhões de chineses já protestram contra o governo, e todos eles estão presos hoje, inclusive alguns já foram mortos.
O fato de uma empresa tão "inocente", "bom caráter" e "boazinha" como o Google concordar com a censura só reforça o poder do governo. Está claro que o governo chinês vai conseguir o que quiser dessas empresas. Se amanhã começarem a pedir a identidade de quem faz buscas por "civil rights", você acha que o Google vai se recusar a ceder as informações e correr o risco de perder um mercado de bilhões de dólares?
Será que o Google foi para a China para ajudar os chineses ou para ganhar dinheiro no segundo maior país em número de internautas?
O Google tem o direito de fazer o que quiser, mas suas últimas novidades são completamente opostas à imagem da empresa.
Até ontem, o Google nos dava e-mail gigante grátis, fotos de satélite de graça, hospedagem de vídeos grátis, blog de graça. Tudo isso fez com que milhões de pessoas em todo o mundo achassem que o Google era a solução para tudo. Achavam que o Google sempre nos defenderia contra os interesses do governo e de outras empresas, oferecendo produtos grátis e confiáveis.
Agora, o Google lançou loja de vídeos, quer lançar loja de música e, pior, concordou com um governo que mata milhares de pessoas inocentemente e censura as informações que seus cidadãos podem ver. O Google concordou com isso, pois em troco vai ganhar alguns bilhões de dólares com links patrocinados. Logo o Google, que era a salvação para todos os nossos problemas, que era a única empresa "ponto com" em que podíamos confiar.
O que o Google fez é algo inadimissível. O Google simplesmente traiu as milhões e bilhões de pessoas que usam seus serviços diariamente. Nos ignorou completamente.
Não concordo com as últimas decisões do Google e, principalmente, não concordo com o governo chinês e com a censura. E justamente por isso, vou levar algum tempo para voltar ao Google. Até que fique provado que o Google fez algo bom, em benefício de todos e não só de seu cofre, eu não uso mais Google, Gmail, Orkut e Blogger (apenas para comentar esse assunto).
Talvez um dia eu finalmente volte a usar o Google, mas nunca com a mesma confiança de semanas atrás.
O Google diz "não seja mau". Por acaso censura não é algo mau?
Por
Anônimo, Às
30 janeiro, 2006
É, parece que a Google entrou no ano com o pé esquerdo.
Agora compactuam com a censura na China, se tornaram cúmplices de um crime que mata milhões e milhões de pessoas como todos sabem.
Por
Anônimo, Às
30 janeiro, 2006
Cambada de anônimo burro (não me inclui). Se o Google não atuar na China, perderá "apenas" de atuar na 4ª economia do mundo (contudo para ser a 2ª), e com um número de internautas absurdo, e neste mercado, já estão o Yahoo! e MSN, os concorrentes do Google. Sem China, o Google não consegue competir com estes outros 2 gigantes, e iria acabar quebrando, e nada de produtos grátis e produtos bons, e aí sim vocês poderiam esperar um Google sem força nenhuma para qualquer coisa.
Ou seja, ou o Google peita a China e é destruído pelos concorrentes, ou continua no mercado. Agora, assim, o Google parece a empresa traidora? Anônimo tem que ficar anônimo mesmo, tamanha besteira que falam não é de se espantar esconder a cara.
E não é Google mesmo que vai lutar contra a China, é o seu povo, e não esperem que milhares e milhares não morram antes que isso aconteça, porque é utopia. Achar que o Google vai salvar o mundo, só porque é uma empresa que enche os olhos de todos é a prova de inocência, ou ainda, puro flame anti-Google (provável MicrosoftLover) de anônimo. Aliás, NUNCA vi ninguém falar que o Google salvaria o mundo. Tão confundindo o Google com o super-homem.
Por
Anônimo, Às
30 janeiro, 2006
xxxxxxxx do Google. Acho que agora eles são uns xxxxxx, xxxxxxxxx e xxxxxxxxxx, pois aceitaram se subemter a xxxxxxx e a xxxxxxxxx do governo chinês, que é um xxxxxxxxx. Onde estão dos xxxxxxxx xxxxx? Onde está a palavra do Google?
Nota: essa mensagem pode ter sido editada, pois pode conter opiniões contra os interesses do Blogger e do Google.
Por
Anônimo, Às
30 janeiro, 2006
Ai meu Deus, vou pegar um lenço para derramar algumas lágrimas aqui... essa página está tããão emotiva...
Ah, fala sério. Vai deixar de usar o Google e vai usar qual? MSN Search, de uma empresa que fez a mesma coisa (ceder ao governo chinês)?
Não tenho opinião formada sobre a atitude do Google, mas eu continuo confiando de que eles não vão oferecer dados pessoais de ninguém -- até porque está em sua política de privacidade isso.
Não sei por quê se retirar do mercado chinês seria uma atitude melhor do que se auto-censurar. Acho as duas opções ruins, e a empresa tem o direito de escolher aquela que é menos ruim para os seus interesses.
Eu peço sinceramente aos donos do blog que bloqueiem comentários anônimos. É uma situação surreal ver que todos aqueles que ficam enchendo o saco aqui nas caixas de comentários não mostram seu rosto. Qual é o motivo disso?
Por
Anônimo, Às
30 janeiro, 2006
"Ou o Google peita a China e é destruído pelos concorrentes, ou continua no mercado." Quer dizer que se o Google não fosse para a China, ia falir? Não entendi. O Google já é o maior buscador e o maior portal do mundo, e era a empresa mais prestigiada e confiáel do mundo. Ir para a China sob censura só arranhou a imagem do Google.
Não é porque Yahoo! e MSN já estavam na China que o Google precisava se submeter à mesma situação, pois isso é algo contra a política do Google. Aceitar a censura não arranhou a imagem do Yahoo! e do MSN, mas arranhou a do Google.
O domínio www.google.com já funcionada, inclusive em chinês, na China, salvo alguns momentos de instabilidade e bloqueio por parte do governo. Eles aceitaram a censura para poderem trabalhar sem interrupções, e com isso ganhar mais dinheiro.
Não é questão de odiar o Google e amar a Microsoft (coisa que não faço), é questão de entender a situação e perceber o erro que o Google cometeu.
E não adianta mais reclamar da Microsoft, pois Google, Yahoo!, MSN, Microsoft são tudo farinha do mesmo saco. São todos bilionários egoístas que começaram bonzinhos e agoram enganam os que ainda acreditam neles.
PS: marcus pessoa, boa idéia a sua. Aprendeu com o Google. Vamos censurar os comentários anônimos.
Por
Anônimo, Às
30 janeiro, 2006
A decisão de lançar a versão censurada do Google na China vai contra uma entrevista que o próprio [Sergey] Brin [co-fundador do Google] concedeu à Playboy americana em 2004. Na ocasião, Brin revelou que o governo chinês nunca havia os procurado e que o Google não aceitava as condições impostas pelo país à distribuição de informação. (link)
Não resistiu a uma montanha de dinheiro.
Por
Anônimo, Às
30 janeiro, 2006
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