Quem nunca perdeu algumas horinhas procurando sua casa, conhecendo novos países ou visitando lugares históricos no Google Maps ou Google Earth que atire a primeira pedra!
Os PETABYTES de imagens da Terra, depois de organizadas e distribuídas gratuitamente pelo Google, tornaram-se febre entre usuários do mundo todo. Mas nem todos sabem de onde realmente vêm essas imagens.
O site
Technology Review entrevistou engenheiros do Google e da DigitalGlobe (fornecedora de imagens) e descobriu como é criada a mágica dos mapas virtuais, abaixo, traduzimos e adaptamos alguns trechos do artigo:
1. Imagens em alta resoluçãoA 450 km de altura, um satélite da DigitalGlobe fotografa o planeta diversas vezes, em fotos de 16.5 km², ou em "tiras" de 16.5 km x 330 km. Como ele gira apenas 15 vezes por dia em torno do planeta, e suas fotos são geralmente bastante disputadas, muitas regiões acabam sendo fotografadas com baixíssima qualidade.
2. Captação e pós-processamento
O satélite armazena as imagens e de tempos em tempos envia às antenas de captação da DigitalGlobe, na Noruega ou Alasca, dependendo da proximidade. Após, as imagens viajam para um Data Center no Colorado, onde os ângulos são ajustados e as projeções em 3D são geradas. Após toda a correcão e alinhamento das imagens, os pixels são localizados por Latitude e Longitude. Só depois elas são disponibilizadas à Google. Lembrando que as imagens são da Digital Globe e não da Google Inc, que a utiliza conforme um acordo entre as duas empresas
3. Fotos AéreasCidades de grande interesse e procura ainda possuem imagens capturadas com alto grau de detalhes por aviões, possibilitando a visualização de carros e até pessoas. Como nas imagens por satélite. A localização das imagens da-se pela fusão de Câmera digital + Sistema Inercial dotado de um GPS. Algumas cidades, como Bergen na Noruega já possuiam imagens aéreas de suas cidades e as forneceram ao Google, para enriquecer a Base de dados da DigitalGlobe.
4. Pirâmide DigitalA Google utiliza uma enorme Base de Dados das imagens formecidas pela DigitalGlobe, toda organizada por Latitude e Longitude, como esta base possui imagens de todo o mundo em várias resoluções, elas estão organizadas em formato de pirâmide, permitindo o envio de imagens de áreas específicas para o Earth e o Maps com um atraso relativamente baixo.
5. Google MapsCom aproximadamento 200Kb de JavaScript, o Google Maps possibilita uma interface Web prática, que consegue disponibilizar ao usuário a fatia desejada na pirâmide de Informações armazenadas nos Servidores da Google, simplesmente executando um comando HTTP "get". As imagens são armazenadas no Cache do Browser, permitindo a fácil navegação. Quando não mais necessárias as imagens são atomaticamente apagadas.
6. Extras e CamadasRecursos como Informações da
National Geographic, Panoramio, Youtube e Camadas de informações criadas pela Comunidade do Google Earth, também ficam armazenados nos servidores da Google, todos devidamente catalogados. Quando um usuário marca uma determinada camada, suas informações são combinadas com a imagem exibida e os recursos são visualizados pelo usuário.
7. Mashup
Utilizando JavaScript, desenvolvedores podem utilizar as informações de coordenadas geográficas para interagir seus serviços com os Mapas fornecidos pela Google. Dentro de um Mashup, quando o usuário entra com uma informação, esta é passada e processada pelos servidores da Google que retornam o mapa desejado.
Você pode ver mais sobre o Google Earth aqui no Undergoogle:
Agradecemos ao leitor
Cido por sugestões que resultaram em algumas alterações no artigo.