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quinta-feira, junho 01, 2006

"Vou criando o meu próprio Google", diz internauta que aderiu aos tags

Por Diego Assis
A princípio, eram os diretórios. Para facilitar as coisas para os internautas, a maioria dos serviços de busca dos primórdios da web catalogava, de A a Z, as centenas de milhares de sites da rede separando-os em grandes áreas - Educação, Entretenimento, Compras...

O bolo foi crescendo e, para surfar no oceano de informações que se acumulavam, só usando os buscadores automáticos do tipo Google, Yahoo! e MSN Search.

Mas, em 2006, esses "robozinhos" que varrem diariamente a internet à procura de novos conteúdos baseados na matemática correm o risco de sair de moda. A palavra de ordem agora é personalização.

"Eu uso o Google hoje só para busca de conteúdos menos específicos. Por exemplo, se quero achar um site de games, vou ao Google, pesquiso e salvo no Delicious as ocorrências que me parecerem mais interessantes", explica o designer Rodolfo Herrera, usuário do serviço de favoritos online há meses. "Agora, sempre que preciso de um conteúdo específico, vou direto aos sites que já tenho cadastrados. Se eu não encontrar, só aí que eu vou ao Google novamente."

A mesma coisa que tem feito no Delicious, Herrera emprega em outros serviços da web que utiliza, como o site de hospedagem de fotos Flickr e a comunidade virtual de música Last.fm.

Na prática, o que todos esses serviços online têm em comum é o fato de darem ao usuário o poder de classificar e organizar seus arquivos escolhendo palavras-chave - ou tags - que melhor definam do que tratam esses conteúdos.

Se adiciono um vídeo do Ronaldinho Gaúcho ao YouTube, site de compartilhamento de vídeos online que também usa esse sistema, posso marcá-lo com as tags "futebol", "seleção brasileira" ou "Barcelona". Assim, qualquer pessoa que estiver navegando por este serviço à procura de vídeos da seleção, do Barcelona, ou mesmo, mais genericamente, de futebol, irá fatalmente se deparar com aquele vídeo que eu postei. E, possivelmente, com vários outros postados pelos demais usuários, classificados com as mesmas tags.

MÚSICA ESQUISITA PRA PESSOAS ESTRANHAS

"Acho que o mais legal das tags é que, com essa quantidade brutal de sites, fotos e músicas que nós vemos todo dia, elas parecem ser o jeito mais intuitivo de organizar os conteúdos. Quando for procurar, é só digitar ali algumas palavras que te lembram o assunto", sugere Herrera, que recentemente cadastrou no Last.fm as bandas da gravadora independente em que trabalha, a Amplitude.

Experimente pesquisar a tag "musica esquisita pra pessoas estranhas" no serviço, e lá estará o grupo mineiro pexbaA, contratado da Amplitude e assim classificado por Herrera.

"Quando introduzimos as tags no Last.fm, pensávamos que as pessoas iriam se limitar a usar só os gêneros de música para classificar as faixas. Mas, em pouco tempo, percebemos que elas estavam usando as tags de maneira mais criativa: surgiram tags para momentos específicos, como ‘bom dia’, ‘sábado à noite’ ou ‘Natal’, e outras relacionadas a um estado de espírito, como ‘feliz’ e ‘deprimido’", conta Martin Stiksel, co-fundador do site, que hoje já possui mais de 200 mil tags diferentes.

"Ao permitir que o usuário coloque a tag que bem entender, você está respeitando as diferenças locais e culturais de cada um", complementa René de Paula Jr., diretor de Produtos do Yahoo! Brasil. "A mesma foto que eu coloco no Flickr pode ser descrita pelos outros com tags que eu jamais imaginaria."

Nesses casos, a maneira mais simples para não se perder em caminhos que não interessam é usar o bom senso: quanto mais citações uma mesmo tag tiver, mais provável é que ela seja um consenso entre os internautas. Se cem mil pessoas dizem que Britney Spears é pop, melhor não confiar naquela meia-dúzia que jura que a moça faz música erudita.
"É o conhecimento da multidão", resume Stiksel.
Fonte: Último Segundo

2 Comentários:

  • cara, mas isso é muito verdade. se tem alguma coisa que ameaça seriamente o google (na minha opnião) e que, sejamos francos, o google sisplesmente ignora, são as tags. é um modo muito mais organico de organizar o mundo.

    Por Anonymous Anônimo, Às 01 junho, 2006  

  • Na verdade o google, agora nao onde, já identificou essa tentencia. Na qual eu acho fantastico...

    Tem coisa melhor que ir ao Delicious e pesquizar por ajax e web2.0 e achar o dobro de coisas que achariamos no google e ainda com um nivel de seleção?? hehehehe....

    Mas o google já sentiu a necessidade mudar.. e é MELHOR ele mudar logo... hehehe.

    Por Blogger Onlyice, Às 05 junho, 2006  

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